7 Princípios


7 Princípios Mãe Terra

 

Sem transgênicos

Olha que nós aqui na Mãe Terra não somos nada a favor de radicalismos, mas nesse caso, a gente abre uma exceção e bate o pé na hora de proibir qualquer alimento transgênico na nossa linha. Motivos pra isso? Sim, com certeza. Enquanto esse assunto continuar polêmico (ninguém sabe de verdade o quanto os transgênicos podem ou não afetar a nossa saúde e a do planeta), a gente prefere não colocar em risco os nossos consumidores nem o meio ambiente.


Pra quem não sabe, transgênico é qualquer ser vivo que passou por mudança genética em laboratório pra alterar alguma característica. No caso dos alimentos, olha só o que já foi feito por aí:

- milho transgênico: feito para “resistir” mais a certas pragas, e assim, exigir menos agrotóxicos (defensivos agrícolas);

- soja transgênica: leva 1 tipo de herbicida (agrotóxico) no cultivo, enquanto a soja convencional exige 5 tipos diferentes deles;

- algodão transgênico: segundo a Monsanto, maior produtora de transgênicos do mundo, esse algodão “superresistente” a insetos e pragas, diminuiu em 20% o uso de agrotóxicos.

Até aqui, tudo “aparentemente” bem, certo? Mas a polêmica começa quando institutos importantes como o Greenpeace e o Instituto Akatu, bem reconhecidos por defenderem (e muito) o nosso meio ambiente, levantam questões como essas:

1-    ALTERAR UM GENE PODE REFLETIR EM OUTROS PROBLEMAS... um único gene é responsável por um monte de características da planta, e não só daquela em que os cientistas querem mexer. Em outras palavras, pode-se mexer no que se quer e depois perceber que apareceu o que não era previsto...

2-    AINDA NÃO SE SABE COMO SERÃO AS GERAÇÕES FUTURAS DOS TRANSGÊNICOS. E como já diz o pessoal do Greenpeace, as plantas transgênicas podem gerar outras plantas com problemas genéticos (talvez até, irreversíveis), complicando a evolução delas. Uma pesquisa do Centro de Ecologia e Hidrologia do Reino Unido já mostrou, por exemplo, que a produção das plantas transgênicas é bem menor do que a das naturais. Sinal nada bom para o meio ambiente;

3-    PLANTAS “SUPERRESISTENTES”, GERAM PRAGAS “SUPERRESISTENTES” TAMBÉM. Plantas transgênicas que resistentes a pragas podem ser gatilho pra que apenas as pragas mais resistentes sobrevivam e gerem outras mais fortes ainda. Além disso causar um impacto ambiental gigantesco, pode ser que os agricultores comecem a usar megadoses de agrotóxicos para combater esse problema;

4-    SERÁ QUE OS TRANSGÊNICOS CAUSAM ALERGIAS? É o que o Instituto Akatu afirma. Eles dizem que já existem estudos internacionais sobre as novas alergias que começaram a aparecer por causa do consumo de alimentos transgênicos;

5-    O USO DE AGROTÓXICOS NÃO DIMINUIU COM A CHEGADA DOS TRANSGÊNICOS. Pelo contrário. Dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados unidos) mostraram que a produção de transgênicos entre 1996 e 2004 aumentou o uso de agrotóxicos em mais de 45 milhões de quilos de agrotóxicos, além do que já era usado no cultivo de plantas não transgênicas.

Será que os transgênicos já estão na nossa mesa?
Chato dizer isso, mas na mesa da maioria das pessoas, é provável que eles já estejam sim. A própria Monsanto diz que mais de 2 bilhões de pessoas no mundo inteiro já consomem alimentos transgênicos desde o ano 2000, mas ainda não se sabe muito bem a quantas anda a distribuição deles pelo mundo afora. Mas o que se sabe é que eles já entraram no Brasil há alguns anos...

Como deu pra perceber, essa polêmica dos transgênicos parece que não vai ter fim tão cedo. É por isso que nós da Mãe Terra não permitimos que nossos produtos contenham transgênicos.

Referências Bibliográficas:
1. Transgênicos – a verdade por trás do mito. Informativo Greenpeace.
2. Monsanto. Transgênicos – para ter opinião tem que ter informação. (Disponível em http://www.monsanto.com.br/biotecnologia/publicacoes_transgenicos/publicacoes.asp)
3. Transgênicos – Guia do Consumidor (Disponível em http://www.greenpeace.org/brasil/transgenicos/consumidores/guia-do-consumidor-2)
4. KEY, S. Genetically modified plants and human health. J R Soc Med, v. 101n. 6, p. 290–298, 2008
5. RUIBAL-MENDIETA, N.L. & LINTS, F.A. Novel and transgenic food crops: overview of scientific versus public perception. Transgenic Res, n. 5, p. 379-86, 1998.
6. GUIVANT, J.S. Transgênicos e percepção pública da ciência no Brasil. Ambiente & Sociedade, v. 9, n. 1, p.81-105, 2006.
7. Monsanto recua com o trigo transgênico. Notícias Akatu (Disponível em http://www.akatu.org.br/central/noticias/2004/05/168)
7. Impacto dos transgênicos dura dois anos. Notícias Akatu (Disponível em http://www.akatu.org.br/central/noticias/2005/10/1154)
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