Guia de Vida Natural
Viver bem

O que Fazer com os Cacarecos Eletrônicos Quebrados?

Estamos cada vez mais aparelhados. E nem sempre percebemos que a roda-vida do comprou/quebrou/descartou consome muito dinheiro e envenena o mundo. O Brasil hoje está no topo do ranking mundial de produção de lixo eletrônico por computadores. Mas será que ainda dá pra corrermos atrás do prejuízo? Usar lixo comum com certeza não é o melhor alternativa. Pelo contrário, polui o meio ambiente e pode causar doenças. Então será que existem lugares próprios para esse descarte então?


Bom, pode começar a respirar aliviado porque a resposta dessa vez é sim! E a dica veio da nossa amiga, a jornalista Claudia Visoni: o governo do Estado de São Paulo criou o Mutirão do Lixo Eletrônico e divulga os postos de coleta  (http://www.ambiente.sp.gov.br/mutiraodolixoeletronico/dicas_locais.htm). Além disso, a prefeitura da capital paulistana instalou alguns Ecopontos  que aceitam sucata eletrônica; é só dar uma pesquisada na internet para encontrar os pontos mais próximos de sua região. Outra opção para os paulistanos é o Cedir – Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática (http://www.cce.usp.br/?q=node/266) da USP (Universidade de São Paulo). Se você mora em outra região, informe-se se a prefeitura local já tem esse serviço.

E se mesmo assim ficar difícil encontrar um lugar para descartar o lixo eletrônico, a segunda opção é reciclar os aparelhos. Mas já vamos adiantando que esse é um desafio e tanto! Então, pra ficar mais fácil, vamos dar alguns conselhos importantes para ajudar a colocar a mão na consciência antes de mandar o lixo eletrônico para a lata verde. Dá só uma olhada:

EVITE COMPRAS POR IMPULSO. Antes de tomar posse de um novo gadget, veja se ele é mesmo necessário. Ok, nem tudo precisa ser tão utilitário nessa vida. Então, sendo o ato por puro desfrute, cheque se o novo item trará a satisfação desejada ou ficará esquecido, empoeirando na prateleira.

PREFIRA PRODUTOS MAIS DURÁVEIS. No mundo empresarial, é mais lucrativo o descarte contínuo, que impulsiona a venda de produtos novos. Na maior parte das vezes, o cidadão não tem escolha. Mas, no caso das pilhas, por exemplo, já existem as recarregáveis.

RECONDICIONE HÁBITOS DE CONSUMO. Existe o conto da obsolescência percebida, já ouviu falar? É todo um aparato publicitário para fazer a gente desejar ardentemente o novo modelo de celular, IPod ou computador (que sempre é quase igual ao anterior). Por que substituir o que está funcionando perfeitamente? O que há de errado com os eletrônicos mais antigos?

COMBATA A OBSOLÊNCIA PROGRAMADA. A indústria deveria oferecer produtos que funcionem por muitos anos sem dar problema e colocar à nossa disposição uma rede de assistência técnica ampla, ágil e competente. E a gente deveria exigir isso. Só precisamos descobrir como.

VIVA A SEGUNDA MÃO! Redes de trocas entre amigos, familiares e desconhecidos são uma boa alternativa. Vale a pena doar e, principalmente, receber equipamentos usados. Iniciativas como o FreeCycle (http://www.freecycle.org/) merecem nossa adesão.

Fonte: http://conectarcomunicacao.com.br/blog/


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