Guia de Vida Natural
Viver bem

10 Mandamentos da Vida e do Peso Saudável

Manter a vitalidade e a saúde comendo bem, e ainda estar com o peso equilibrado parece uma tarefa difícil, mas na verdade não é tanto assim. Queremos te mostrar agora as dicas que selecionamos para te trazer mais bem-estar e uma alimentação mais saudável.  

 

1. Comer alimentos integrais sempre

Essa recomendação vale para todas as refeições principais e também para os lanches. Consumir arroz, massas, pães e biscoitos integrais é a garantia de que o corpo será abastecido com os nutrientes, fibras e outras substâncias fundamentais para que funcione bem.

Veja na figura a composição do grão integral. O gérmen é a parte viva, onde ficam as vitaminas, minerais e proteínas, que são indispensáveis tanto para que a planta cresça e se desenvolva como também na alimentação humana. O gérmen é revestido pelo endosperma, que estoca os carboidratos que fornecem energia para o corpo. A fibra ou farelo é a “embalagem natural” do grão e, embora não seja absorvida pelo nosso organismo, precisa ser consumida porque ajuda o intestino funcionar bem, melhora o aproveitamento do cálcio que vem dos alimentos e facilita a desintoxicação. No caso do arroz, do pão e das massas feitas com grãos refinados, o gérmen e a fibra geralmente são desprezados, fazendo com que o alimento perca a maior parte de suas propriedades nutricionais.

 

2. Dar preferência aos vegetais in natura

Sempre que possível, processe o alimento o mínimo possível antes de comer. Quanto mais próximo ele estiver da forma como é encontrado na natureza, melhor. Para preservar ao máximo os nutrientes, coma os vegetais crus ou pouco cozidos, de preferência a vapor, em vez de refogados ou cozidos por muito tempo. Coma a fruta em vez de tomar o suco. Se for beber o suco, que seja preparado na hora, com a fruta fresca e de preferência, sem coar.  Opte também pelas frutas, verduras e legumes da safra, que em geral são mais frescos, nutritivos e econômicos.

 

3. Colocar no prato as cores da natureza

O verde intenso do brócolis, o vermelho do tomate e o tom alaranjado da cenoura não existem à toa: essa características são provenientes de substâncias bioativas (que ajudam a prevenir ou tratar doenças) que existem nas plantas. Assim, se o seu prato tiver grande variedade de tons (sem contar os corantes artificiais, é claro), você estará consumindo uma mistura de elementos altamente valiosos para sua saúde e beleza, em doses equilibradas, tais como licopeno, betacaroteno, luteína e flavonóides, entre muitos outros.

 

4. Fazer cinco ou seis refeições por dia

Muitas pessoas que desejam emagrecer cometem o erro de pular refeições ou ficar várias horas em jejum, imaginando que assim reduzirão o consumo de calorias. Na verdade, o efeito é inverso. O organismo reage a esse desequilíbrio estocando ao máximo a gordura que possui e gerando o desejo irresistível por alimentos altamente calóricos. Pequenos lanches saudáveis no intervalo das principais refeições (café-da-manhã, almoço e jantar) são importantes para manter o cérebro funcionando bem, manter bons níveis de açúcar (glicose) no sangue e evitar o acúmulo de toxinas no corpo, além de prevenir tanto a obesidade quanto a perda excessiva de peso.

 

5. Valorizar mais as primeiras refeições

Um bom café da manhã e um almoço completo e nutritivo, sem ser pesado, garantem boa parte do equilíbrio do cardápio diário. À noite, sirva-se de menores quantidades e prefira alimentos de fácil digestão para manter o bem-estar e ter um sono tranquilo.

 

6. Beber muita água

Para funcionar bem, o organismo precisa estar hidratado. E não há melhor líquido para cumprir esse objetivo do que a água pura e simples. As outras bebidas, inclusive os sucos naturais, devem ser tomados de vez em quando. A água faz os rins, o cérebro e todos os demais órgãos internos funcionarem melhor. Associada com as fibras da alimentação, ela garante que o intestino vai funcionar bem. O hábito de beber um copo d’água a cada uma ou duas horas durante todo o dia é muito saudável. A dose diária é de pelo menos 1,5 litro (8 copos), porém algumas pessoas precisam de mais de 2 litros por dia. De preferência, reduza ao mínimo o consumo de líquidos durante as refeições (para não diluir os sucos gástricos e prejudicar a digestão) e tome mais água nos intervalos.

 

7. Fazer da refeição um momento de paz

Colocar a mesa com carinho, sentar-se, servir-se com calma, mastigar bem, buscar a companhia das pessoas de quem você gosta e manter uma conversa tranquila sobre temas inspiradores são atitudes que favorecem a boa nutrição. Evite discussões, temas que causem estresse ou mesmo tomar decisões importantes enquanto se alimenta. Se o ambiente está positivo, até mesmo a escolha do que entra no prato tende a ser mais sensata.

 

8. Informar-se sobre os alimentos

Conheça bem os alimentos que você compra. Leia os rótulos das embalagens, preste atenção se são orgânicos ou não, se a lista de ingredientes é saudável (dê preferência para produtos com a lista de ingredientes naturais e integrais, sem aditivos químicos), se estão dentro da data de validade, se foram conservados de forma correta no transporte e no supermercado antes de chegar à sua casa. Ao ler a tabela nutricional, não preste atenção apenas nas calorias, mas observe sobretudo o teor de sódio, a quantidade de fibras, a lista de ingredientes e de aditivos químicos. Procure também se informar sobre alimentação em sites, livros, jornais e revistas sobre saúde. Assim você se tornará um consumidor cada vez mais consciente e seletivo.

 

9. Investir em alimentos de qualidade

Muitas pessoas reclamam porque os alimentos orgânicos, naturais ou feitos com ingredientes de qualidade superior geralmente são mais caros. Realmente, as lavouras com agrotóxicos e os produtos industrializados, com aditivos químicos, podem ter preços menores porque toda sua cadeia de produção procura reduzir os custos e não manter a excelência do produto. Os produtores alternativos arcam com despesas muito maiores e suas margens de lucro são muitas vezes apertadas.

Então, na hora de decidir a compra e fazer o orçamento doméstico, reflita. O mundo passa hoje por uma epidemia de obesidade sem precedentes, pois grande parte da humanidade consome um volume de alimentos maior do que necessita. Além disso, o câncer hoje é uma das principais causas de morte no mundo, e muitos tipos dele começam por uma alimentação ruim. A proposta da alimentação natural é eliminar excessos e substituir quantidade por qualidade, mesmo que gastando um pouco mais de dinheiro. O investimento com certeza vai dar lucros no futuro, pois ficar doente é que sai caro.

 

10. Fazer as mudanças de hábitos alimentares aos poucos

Ainda que os resultados possam não ser tão imediatos quanto o que as dietas da moda prometem, tenha sempre em mente que o caminho para a verdadeira saúde e beleza passa pelas nove sugestões acima. Não é aconselhável fazer mudanças radicais do dia para a noite. As melhorias nos hábitos alimentares só trarão bons resultados ser forem duradouras, incorporadas realmente ao dia-a-dia e proporcionarem prazer. Mesmo que, a princípio, os sabores e texturas dos alimentos naturais causem um pouco de estranheza, pouco a pouco o paladar vai se acostumando a eles, surge o desejo frequente por esse tipo de comida e o bem estar que causam faz com que logo se tornem um verdadeiro vício do bem. Vá introduzindo aos poucos a natureza no seu cardápio, sem neuroses nem rigidez excessiva. E saiba que, em raras ocasiões (uma festa, por exemplo), não tem problema degustar alguns itens que normalmente não fariam parte de um cardápio saudável.

 

Siga essas dicas, e você logo perceberá a diferença em sua saúde. Mas lembre-se sempre de que é importante consultar um nutricionista para orientar especificamente o seu caso.


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